Sete horas da manhã (Ricardo José)
Só o sol das sete horas me salva.
Apenas ele me reglorifica,
calmo e sereno, luz quase transparente.
Apenas às sete horas a salvação é possível.
Um mundo que mata às sete horas
não merece as flores que crescem.
Que crescem certamente nos esgotos,
nos corpos dos teus filhos mortos em dor.
O sol reluz na pele das tuas filhas
sem-nome, que se esfregam na sujeira
da noite, afogadas em lama,
de horror e lágrimas.
Às sete horas a sujeira parece crime,
parece crime morrer de desgosto.
Parece vil a luz do sol que nasce,
pois se ela não salva, mostra.
muito boa!
ResponderExcluirÍdolo sempre... Espero um dia escrever assim como você... Uma coisa simples como se fosse o desespero. ótimo!
ResponderExcluirEita, haha. Obrigado pelos comentários.
ResponderExcluirThadeu, você escreve se não tão bem, melhor do que eu com certeza.
Aula do Karam? Só aula do Karam para inspirar algo assim...
ResponderExcluirHahaha, foi sim na aula do Karam. Na verdade foi mais no caminho, dentro do ônibus, mas foi na aula dele que escrevi. Tinha que servir pra alguma coisa, né?
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